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domingo, 19 de junho de 2011

SE UM ESPINHO ME FERE...



e um espinho me fere, aparto-me dele, porém, não me aborreço e nem tampouco, o aborreço.
Quando a mesquinhez invejosa em mim crava os seus dardos de ódio e má vontade, esquivo-me silenciosamente e busco ambiente de amor e desprendimento.
Rancores! De que me servem? Que conseguem os rancores? Não pensam feridas, não corrigem males.
Meu roseiral tem apenas tempo para dar rosas, e não fornece seiva a guilhões que o ferem.
Quando passa meu inimigo por meu roseiral, leva com ele as rosas da mais pura essência.
Mas, se notar nelas algum vermelho vivaz, será talvez a mancha daquela maldade de ontem, que na rosa se verteu quando ele me feriu violentamente e, que agora, meu roseiral devolve em forma de uma flor de paz!

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